Semana de Guns N’ Roses no ROCK MUNDO

9th March

Depoimento de uma expectadora ao show que abriu a turnê da banda de Axl e cia no Brasil…

Nunca fui fã do GUNS N´ROSES. No auge do seu sucesso eu só ouvia outro tipo de rock (thrash, death, grindcore etc.) e, no máximo, me permitia adorar RUSH, DEEP PURPLE, Black Sabbath e outros dinossauros ou bandas sessentistas/ setentistas menos conhecidas. Confesso que não estava muito ansiosa pelo show, embora nos últimos anos tenha ampliado muito meu espectro musical, inserindo na minha coleção de CD e nas pastas de arquivos MP3 muitas outras bandas – inclusive o G N´R – e estilos. Como a gente sempre amadurece – ou deveria – com a idade, também aprende com as novas gerações. Sou mãe de um pré-adolescente de 12 anos que nasceu com “rock nas veias” – tanto eu quanto o pai dele tocávamos em bandas de thrash/death metal (inclusive, toquei grávida), mas que prefere hard rock, heavy metal e rock and roll às vertentes mais pesadas que ainda freqüentam o aparelho de som da família. Por causa dele é que fui ao show que abriu a turnê de Axl e companhia pela América Latina. Ainda bem que fui levá-lo, porque tive a oportunidade de ver um grande espetáculo de luz, efeitos e, principalmente, musical.

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Bon Jovi “de volta ao rock n’ roll”

8th December

Tá, tudo bem…. é uma banda comercial, fazem o tipo de som de garotas, mas é bom pra caralho. Se tem uma banda, que posso considerar uma de minhas favoritas, é o Bon Jovi. Banda que, desde 1983 quando surgiu em Nova Jérsey, emplaca sucessos radiofônicos um atrás do outro, com baladas dignas de novela das 8 ou hits cheios de refrões e energia como as clássicas “Livin’ On the Prayer” e “You Give Love a Bad Name“.

A banda, liderada por Jon Bon Jovi e Richie Sambora, lançou neste ano o álbum “The Circle” e já inciou a turnê que deve passar por estas bandas em 2010, e mais uma vez, começa emplacando algum sucesso em rádios pelo mundo, como o primeiro single  “We weren’t Born to Follow” que você pode ver abaixo. Segundo Sambora, “o álbum traz o Bon Jovi de volta ao Rock ‘n’ Roll“. É ver para crer.

O Homem de Preto

11th November

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John R. Cash ou como ficou conhecido mundialmente, Johnny Cash, foi um artista americano considerado por alguns a mais perfeita personificação da música country, dono de uma voz sepulcral fez sucesso durante 5 décadas de sua carreira usando, na maioria das vezes, roupas pretas, que o fez ser conhecido também como “O Homem de Preto“. A história de sua vida foi imortalizada com o filme Walk The Line (no Brasil Johnny & June) de 2005 com Joaquin Phoenix no papel de Cash e Resse Witherspoon como June Carter, sua segunda esposa.

Sua carreira foi basicamente marcada por sucessos, vícios e muita polêmica. Desde seus primórdios como um pioneiro do rockabilly e rock and roll nos anos 50 à sua transformação em um representante internacional da música country e até sua reconquista da fama nos anos 90 tanto como uma lenda viva como ícone do country alternativo, Cash influenciou incontáveis músicos e deixou um trabalho igualado apenas pelos maiores artistas de sua época.

Em 2002 Johnny Cash lançou American IV: The Man Comes Around , que consistia metade de material original e metade de covers, algumas bem surpreendentes. O videoclipe de “Hurt” (veja abaixo), canção composta por Trent Reznor do Nine Inch Nails, foi indicada em sete categorias do Video Music Awards da MTV, ganhando o prêmio de “Melhor Fotografia”. Em 2004″Hurt” também venceu o Grammy de “Melhor Videoclipe“.

A esposa de Johnny, June Carter, faleceu de complicações decorrentes de uma cirurgia do coração maio de 2003, aos 73 anos de idade. Menos de quatro meses depois Johnny Cash morreu devido ao diabetes aos 71 anos de idade enquanto estava hospitalizado em Nashville, Tennessee.

Lynyrd Skynyrd apresenta o verdadeiro rock a novas gerações

28th October

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O Lynyrd Skynyrd, banda de southern rock americana volta a lançar um álbum de inéditas depois de 6 anos (o último havia sido Vicius Circle, de 2003). O resultado “God & Guns“, um disco recheado de boas músicas, guitarras altas e a inconfundível voz de Johnny Van Zant, irmão de Ronnie Van Zant, vocalista original da banda, morto em um acidente aéreo, junto com outros membros da banda, em 1977.

God & Guns não chega a empolgar fãs tradicionais da banda, no disco, o Lynyrd experimenta alguns estilos ainda não testados em sua vasta carreira. Chega a ser uma decepção? Longe disso! A banda mostra o mesmo estilo de rock sulista de sempre mas algumas músicas como “Comin’ Back For More” e “Storm” soam modernas demais para o estilo do grupo e mesmo assim conseguem dar um banho no que anda tocando por aí e que muitos chamam de rock.

Candidatas a clássicos não faltam, “Skynyrd Nation” é do tipo arrasa quarteirões, matadora e potencial hit de shows, bem no estilo de atitude “interiorana” que consagrou o grupo. Além dela, o primeiro single “Simple Life” mais no estilo radiofônico pop/rock (confere clipe abaixo) empolga e, além delas, a deliciosamente arrastada e sombria “Floyd”, e a criativa – tanto em letras quanto arranjos – “God & Guns”, que começa acústica e termina como um excelente rock garantem o sucesso do álbum.

O disco passeia pelo suave e deixa a desejar em algumas canções, como a inssossa “Unwrite that Song” e a sem graça – e ironicamente patriota – “That Ain’t My America”. Destaque ainda para o auto-plágio proposital e descarado presente em “Southern Ways” (leia-se “Sweet Home Alabama 2 – De volta para o interior”). Ao final do álbum, temos a boa balada “Gifted Hands”, uma clara homenagem ao recém-falecido tecladista Billy Powell.

Assim termina “God & Guns”, um álbum que, se não é o tradicional do Lynyrd Skynyrd, dá uma aula aqueles que acham que Simple Plan e Good Charlotte é rock. Um dos melhores discos do gênero que ouvi nos últimos anos. Recomendo!

Massacration repete a piada com ‘Good blood headbanguers’

26th October

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A trupe Hermes e Renato, da MTV, tenta contar a mesma piada pela segunda vez com “Good blood headbanguers”, novo álbum do quinteto de true metal Massacration.

O resultado é irregular, misturando bons momentos com faixas menos engraçadas. As escatológicas “Bad defecation” e “Hammercage hotdog hell” são humor adolescente rasteiro digno das páginas da revista “Mad” – talvez eles conheçam bem seu público… Irritando sempre os fãs mais ortodoxos de metal, sobram “hinos” ao gênero como “Good blood headbanguers”, “The big heavy metal” e o autoexplicativo “The hymn of metal land”.

Os melhores momentos ficam por conta do brega Falcão cantando em “The mummy” e a power balada de corno “The bull”, com direito a diálogo com o garçom e falsos cognatos bem aplicados – como “test” no lugar de “testa”. 

(AMAURI STAMBOROSKI JR.)

The Sound of Silence

21st October

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“The Sound of Silence” é uma música de rara sensibilidade e harmonia e um ícone da carreira dos músicos Paul Simon and  Arth Garfunkel. Americanos e filhos da comunidade judaica do Brooklyn em Nova York, a dupla começou a tocar junto em 1957 com o nome de Tom & Jerry.

Em 1963, depois de se separarem por 3 anos, voltaram a se reunir já com o nome de Simon and Garfunkel aproveitando a onda folk da época, gravaram um álbum que incluia “The Sound of Silence“, já com as belas e características harmonias vocais da dupla. Como venderam muito pouco, Paul Simon foi tentar a sorte no circuito folk inglês e ao retornar aos EUA em 1965, encontrou a música, lançada em single, com acompanhamento de baixo, guitarra e bateria, agora conhecida no circuito musical. A gravadora acrescentara estes instrumentos à gravação acústica de 1964 e tranformou-a num clássico do folk-rock.

Reencontrando-se com Garfunkel, Paul Simon entrou rapidamente em estúdio para gravar um novo álbum, desta vez com instrumentos elétricos e devidamente chamado The Sound of Silence. Aproveitaram canções que Paul Simon vinha compondo de longa data e chegaram ao sucesso. Entre seus hits históricos estão: I am rock, Richard Cory, America, The boxer, Cecilia, entre outras. Contribuíram com diversas canções para a trilha sonora do filme A Primeira Noite de um Homem, em  1968, em especial “Mrs.Robinson“, que representou o auge do sucesso da dupla, que se separou após o lançamento de seu último álbum Bridge Over Trouble Water, lançado em 1970.

Abaixo o vídeo de uma apresentação especial da dupla em 2003, cantando, é claro, The Sound of Silence, que entrou ainda na excelente trilha sonora do filme Watchmen de 2009.

I Gotta Feeling!!!

14th October

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É inegável a qualidade musical e a contribuição para pistas de dança da banda californiana Black Eyed Peas, gostando ou não do gênero, o grupo, formado em 1988 e que alcançou sucesso mundial somente em 2003 com o álbum Elephunk, emplacou desde então, ano após anos, uma série incontável de hits em rádios por todo mundo, músicas como “Where’s The Love“, “Shut Up”, “Let’s Get Started”, “Pump It” e “Don’t Punk With My Heart” entre outras.

Coincidentemente ou não, o sucesso da banda começou pra valer com a entrada da cantora Fergie, em 2003 em circunstâncias curiosas, na turnê de Bridging the Gap,chamaram-na para cantar no palco. A loira subiu e soltou a voz, o que agradou muito os fãs, em seguida tornaram-a membro efetivo do grupo e de repente… o sucesso mundial.

Mas a nova “bola dentro” do Black Eyed Peas é o novo álbum The E.N.D (Energy Never Dies) lançado em junho desse ano e que é uma alusão às especulações de que Fergie, Will.i.am, Taboo e Apl.de.ap iriam desmontar a banda e se dedicar apenas a projetos-solo. O disco deixa o hip hop de lado e abre espaço para ritmos eletrônicos. O resultado é um petardo concebido para explodir pistas de dança em todos os continentes e que já emplacou dois sucessos “Boom Boom Pow” e a sensacional, grudenta e viciante “I Gotta Feeling”, que estourou na Europa e nos EUA e começa a dar o ar da graça nas festas em território tupiniquim.

Bruce Springsteen em versão country

12th October

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Lançado em 2006 o álbum “We Shall Overcome – The Seeger Sessions” tornou-se um capítulo importante na carreira do sessentão americano Bruce Springsteen. O álbum é o único de sua longa carreira, que tem músicas que não são suas, e sim do lendário ativista e músico folk Peter Seeger.

Para gravar este álbum que reúne gospel, folk e blues tradicionais, Springsteen contratou um grupo de músicos de Nova Jersey e Nova Iorque a quem chamou “The Seeger Sessions Band” e gravou um verdadeiro e sensacional tributo ao cantor e compositor Pete Seeger, uma bela homenagem ao porta-voz da da música folk que dá nome ao projeto. O interesse de Bruce pelo trabalho de Seeger teve início ao participar do CD “Where Have All the Flowers Gone – The Songs of Pete Seeger

O vídeo abaixo, é uma produção da BBC4 e começa com o “Boss” falando sobre o projeto ainda no camarim. Em seguida toca a música John Henry, seguido da sua apresentação ao vivo no auditório da Igreja St. Luke, durante a excursão do disco “We Shall Overcome -The Seeger Sessions.

Kiss está de volta em grande estilo

8th October

O novo álbum do KISS foi uma das grandes surpresas positivas deste ano. Comparando-se aos últimos discos de estúdio da banda como Psycho Circus e Carnival of Souls, este novo vai deixar os fãs de boca aberta! Além de Paul Stanley e Gene Simmons, tocaram neste álbum o guitarrista Tommy Thayer e o baterista Eric Singer.

A primeira música e single do álbum é Modern Day Delilah, que tem Paul Stanley como vocalista. Fazia tempo que esperava algo assim do KISS. Apesar de ser nítida que a voz de Stanley sente o peso da idade, ela continua única e marcante.

No geral, Sonic Boom nos remete ao começo de carreira da banda: as canções do disco sempre nos farão lembrar dos clássicos discos do KISS dos anos 70. Tommy Thayer fez um trabalho bem ao estilo de Ace Frehley e cantou na música When Lightning Strikes, enquanto que Eric Singer que em minha opinião, foi juntamente com Eric Carr, os melhores bateras do KISS cantou a música All For The Glory.

Uma coisa que faltou e que sempre encontrávamos no disco, foi uma balada. Paul Stanley que é mestre cantando uma balada preferiu deixá-las de lado em Sonic Boom. Um disco muito bom, onde todas as músicas são boas, mas nenhuma se sobressai muito sobre a outra. Sem dúvidas, um dos melhores lançamentos de 2009. Destaque para a excelente “Stand”.

LISTA DAS MÚSICAS:

01 Modern Day Delilah
02 Russian Roulette
03 Never Enough
04 Yes I Know (Nobody’s Perfect)
05 Stand
06 Hot And Cold
07 All For The Glory
08 Danger Us
09 I’m An Animal
10 When Lighting Strikes
11 Say Yeah

Muse lança “The Resistance”

29th September

Com a difícil missão de superar o estrondoso sucesso de “Black Holes and Revelations”, de 2006, o novo álbum do Muse “The Resistance“, lançado no dia 14 de setembro, era um dos lançamentos mais aguardados deste ano. A música “The United States of Eurasia”, que já circulava há algum tempo na internet, mostrava que algo grande estava por vir.

Dito e feito! “The Resistance” traz um Muse inspiradíssimo. Se em “Black Holes…” o grupo flertou com a música erudita, desta vez eles assumiram de vez o romance. O disco traz inclusive uma sinfonia dividida em três atos.

Seguindo a premissa de que em time que está ganhando não se mexe, a banda reaproveitou a fórmula do disco anterior em boa parte das músicas. Esse é um dos pontos em que “The Resistance” perde para “Black Holes…”. Mesmo sendo um álbum com canções excepcionais, no quesito inovação não chega nem perto de seu antecessor.

Outro ponto em que o disco de 2006 ganha é na abertura. “Take a Bow” é uma música apoteótica, que conquista o ouvinte nos seus primeiros arpejos com o seu clima místico. Tanto que ela foi escolhida como tema do filme “Watchmen”. Já “Uprising”, que abre o novo álbum, está longe de ser uma canção ruim, mas não tem a mesma força.

As letras de “The Resistance” seguem o padrão da banda, que gosta de falar sobre temas complexos. Basta analisar a música “The United States of Eurasia”, que fala sobre o supercontinente formado pela junção da Europa com a Ásia.

Matthew Bellamy mais uma vez mostra que é um músico extremamente talentoso, seja como vocalista, guitarrista ou pianista. Ao mesmo tempo em que ele consegue criar linhas vocais e no piano absolutamente suaves, toca sua guitarra com tanto peso que não deixa dúvidas de que o Muse é acima de tudo uma banda de rock.

Apesar de não bater seu antecessor, “The Resistance” é um álbum brilhante. O problema é que o Muse atingiu um nível tão alto, que o maior adversário a ser superado se tornou ele próprio.

texto: Gabriel Menezes Blog Cena

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